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Veja
a seguir algumas características dos dispositivos
de entrada e saída.
Teclado
O teclado é um dispositivo de entrada de dados
composto de um conjunto de teclas, associadas aos
caracteres utilizados para escrita e para controle
(letras, algarismos, sinais de pontuação,
teclas de movimentação de cursor, teclas
de função, etc).
A parte visível do teclado é o conjunto
de teclas. Por baixo das teclas, existe uma matriz
de condutores que, quando uma tecla é pressionada,
fecha contato entre dois de seu condutores, de forma
que um processador (processador de teclado) possa
identificar qual tecla foi pressionada. Uma vez identificada
a tecla, esta informação é codificada
e enviada para o processador principal do computador.
São utilizados mais usualmente dois códigos:
ASCII (American Standard Code for Information Interchange),
o mais utilizado, inclusive em microcomputadores,
ou EBCDIC (Extended Binary Coded Decimal Interchange
Code), usado pela IBM em máquinas de grande
porte.
Monitor de Vídeo
O monitor de vídeo é
um dispositivo de saída que utiliza uma tela
semelhante à de TV como meio de visualização
das informações processadas pelo computador.
Também são utilizados monitores com
tela de cristal líquido em microcomputadores
portáteis (laptops, notebooks, hand-helds,
etc). A informação relativa à
imagem que deve ser exibida é gerada no computador
e transmitida (em formato digital, isto é,
bits) para a interface de vídeo, onde os sinais
analógicos de vídeo que vão formar
a imagem propriamente dita são produzidos.
Os monitores em geral tem suas telas de imagem construídas
a partir de um CRT - Tubo de Raios Catódicos
(nos microcomputadores portáteis são
geralmente usadas telas de cristal líquido).Cada
ponto da imagem precisa ser "impresso" na
tela. Isso é conseguido iluminando individualmente
todos os pontos, um de cada vez, ponto por ponto,
linha por linha, do início ao fim da tela,
então de volta ao início e assim sucessivamente,
ininterruptamente, sem parar. Como os pontos iluminados
esmaecem após alguns instantes, o computador
(o processador) precisa ficar constantemente re-enviando
a mesma imagem (ou imagens modificadas) para a interface
que por sua vez renova a informação
de imagem ("refresca" a tela).
Tipos de Monitor - modo de exibição
Os monitores eram inicialmente utilizados para exibir
apenas caracteres (modo caractere ou modo alfanumérico)
em uma única cor (geralmente um fósforo
verde, algumas vezes branco ou ainda laranja). Dessa
forma, o que trafegava na interface entre computador
e monitor eram apenas códigos em bits (geralmente
ASCII) que representavam os caracteres que seriam
exibidos. Na interface esses códigos digitais
eram decodificados e transformados em sinais analógicos
(sinais de vídeo) com os pontos que formariam
cada caractere. Cada caractere possuía poucos
atributos, podendo apenas destacar brilho, exibir
piscante ("blink") e reverso. Cada caractere
requer apenas 7 bits no código ASCII (ou 8
bits, no ASCII extendido) mais um bit para cada atributo
(brilho normal x realçado, normal ou piscante,
normal ou reverso).
Posteriormente, foram desenvolvidos monitores gráficos
(pixel oriented) em cores. Nesses monitores, a imagem
passou a ser constituída, não mais por
caracteres de uma só cor que podiam ser tratados
como códigos ASCII, mas agora por pontos individualmente
produzidos e transmitidos para a tela e que vistos
em conjunto formam a imagem gráfica. Cada um
desses pontos (chamados pixels - picture elements)
passou a ter diversos atributos, entre eles a cor.
Cada cor exibida precisa ser identificada por um código,
bem como pelos bits de atributo (um bit por atributo
para cada ponto). Considerando apenas o atributo de
cor, se tivermos 16 cores, serão necessários
16 = 24 códigos e portanto serão necessários
4 bits para identificá-las individualmente.
Sendo 256 cores, serão 256 = 28 portanto 8
bits e assim por diante, até a chamada "true
color" com 64 milhões = 232 cores exigindo
32 bits.
Também em termos de resolução
(número de pontos de imagem por tela) as exigências
cresceram muito. Quanto mais pixels maior resolução,
mas também maior número de bits a serem
transmitidos em cada tela. A quantidade de informações
que passou a trafegar entre computador e monitor aumentou
de forma extraordinária, exigindo novas soluções
de projeto para evitar que a exibição
de informações na tela se transformasse
em um "gargalo" (bottleneck) para o desempenho
do sistema. A solução para esse problema
veio com o desenvolvimento de interfaces mais elaboradas,
possibilitando maior taxa de transmissão de
informações (throughput), bem como pela
utilização de verdadeiros processadores
de imagem (interfaces dotadas de memória local
e de processadores especializados para processamento
gráfico). Dessa forma, o computador passou
a transmitir primitivas gráficas (informações
codificadas que eram transformadas em imagem gráfica
definida em pixels apenas no processador gráfico
da interface). O processo de refresh também
passou a ser atribuição somente do processador
de vídeo, não havendo necessidade do
processador principal (o processador do computador)
re-enviar uma imagem que não sofresse alterações.
Mais ainda: o processo de envio das modificações
de uma imagem passou a ser feito por diferença,
isto é, o processador principal transmite apenas
o que mudou e o processador de vídeo se encarrega
de alterar a imagem de acordo.
De uma forma bastante simplificada, podemos calcular
aproximadamente quantos bytes devem ser transferidos
entre computador e interface para carregar uma determinada
tela, pela seguinte expressão:
Modo caractere: nº de colunas x nº de linhas
x nº de bytes por caractere
Modo gráfico: nº de colunas x nº
de linhas x nº de bytes por pixel
No cálculo a seguir apresentado como exemplo,
no número de bits por caractere ou por pixel
foi considerado (por simplicidade) apenas o atributo
cor. O padrão VGA possui diversos outros atributos,
entre eles diversos "modos" que definem
número de cores, modo alfanumérico ou
gráfico, etc, que não serão considerados
nessa discussão.
Impressoras
Impressoras são dispositivos de saída
que tem por finalidade imprimir em papel ou filme
plástico os resultados do processamento. Da
mesma forma que os monitores, a imagem impressa é
resultado de muitos pontos impressos individualmente
que no conjunto formam o texto ou a imagem desejados.
Também de forma semelhante aos monitores, as
impressoras evoluíram a partir de dispositivos
que imprimiam apenas caracteres em uma única
cor para as modernas impressoras capazes de reproduzir
imagens sofisticadas, de alta resolução
gráfica, em milhares de cores.
CLASSIFICAÇÃO:
IMPRESSORAS ALFANUMÉRICAS
Esses equipamentos recebem do computador códigos
que representam caracteres alfanuméricos e
portanto tem capacidade de imprimir apenas esses caracteres.
Geralmente é possível usar apenas uma
fonte gráfica, característica do equipamento.
Algumas impressoras permitem trocar o dispositivo
de impressão, viabilizando a utilização
de um pequeno número de fontes gráficas.
IMPRESSORAS GRÁFICAS
Esses equipamentos recebem do computador a informação
sobre os pontos a serem impressos. Dessa forma, podem
imprimir gráficos. Na impressão de textos,
os caracteres são impressos como pontos, que
em determinada configuração formam a
imagem gráfica do caractere a ser impresso.
Quando se utiliza uma impressora gráfica para
imprimir texto, existe a possibilidade de utilizar
um grande número de diferentes fontes gráficas,
definidas por software.
IMPRESSORAS ALFANUMÉRICAS:
- Unidade de medida de velocidade: cps (caracteres
por segundo)
- Impressoras de Caracteres
Impressora de Esfera e Impressora Margarida ("daisy
wheel")
- baixa velocidade
- velocidade de impressão de 20 cps a 45 cps
- utilizam tecnologia derivada das máquinas
de escrever
- tinham preço relativamente acessível,
mas hoje estão obsoletas
- usadas em sistemas de microcomputadores
- Impressoras de linha
IMPRESSORAS DE CADEIA DE CARACTERES E IMPRESSORES
DE TAMBOR
- maior velocidade de impressão
- imprime de 80 a 132 caracteres simultaneamente
- unidade de medida de velocidade: 1pm (linhas por
minuto)
- usadas em ambientes de grande porte
IMPRESSORAS GRÁFICAS:
- Unidade de medida de definição gráfica:
dpi (dots per inch ou ppp - pontos por polegada)
IMPRESSORAS MATRICIAIS OU MATRIZ DE PONTOS
Impressoras de impacto:
- com 9 ou 24 agulhas (80 a 400 cps)
- baixa definição gráfica (até
300 dpi)
- baixa velocidade
- permitem uso de papel carbonado, viabilizando múltiplas
cópias
- estão obsoletas, reduzidas hoje às
aplicações que requerem múltiplas
cópias
IMPRESSORAS DE JATO DE TINTA ("ink jet"):
- média/alta resolução gráfica
(até cerca de 5400 dpi)
- baixa velocidade
- permite cartuchos de tinta de várias cores,
viabilizando a utilização de cor
- baixo custo
- Impressoras de página
- Unidade de medida de velocidade: ppm (páginas
por minuto)
IMPRESSORAS LASER
- 4 a 7 ppm - impressoras de microcomputadores
- 20.000 ppm - impressoras de computadores de grande
porte
- alta definição gráfica (de
600 até 4800 dpi)
- hoje já estão disponíveis modelos
com recurso de cor.
Fita Magnética
Unidades de fita magnética
são dispositivos de armazenamento de massa
(isto é, usados para armazenar grandes volumes
de informação). As unidades de fita
são constituídas basicamente de um dispositivo
de transporte (para a movimentação da
fita) e das cabeças magnéticas (que
executam a gravação e leitura das informações
na fita), além da eletrônica de controle.
A fita propriamente dita é uma fina superfície
contínua feita em material plástico
flexível, revestido de material magnetizável.
Unidades de Fita são dispositivos de acesso
seqüencial. Essa é uma das principais
razões para que as unidades de fita sejam muito
lentas. As fitas magnéticas são usadas
principalmente como meio de armazenamento off-line
(para aplicação fora do processamento).
Atualmente, utiliza-se discos magnéticos durante
o processamento e a fita para armazenamento posterior
de dados, geralmente para gerar cópias de segurança
(cópias de back-up). Desta forma, elas não
interagem com o processador durante a execução
do programa, evitando o desperdício de tempo
inerente à sua lentidão.
As maiores vantagens das fitas são o baixo
custo e a portabilidade da mídia, proporcionando
um baixo custo por byte armazenado. Em compensação,
suas maiores desvantagens são a lentidão,
a baixa confiabilidade da mídia e a pouca duração
da gravação. O baixo custo por byte
amazenado ainda mantém um mercado para utilização
da fita hoje, embora venha sendo aceleradamente substituida
por meios de armazenamento mais modernos, especialmente
meios ótico-magnéticos.
Os comprimentos de fita mais utilizados são:
300, 600, 1200 e 2.400 pés.
Densidade pode ser definido como "quantos caracteres
podem ser armazenados por unidade de comprimento da
fita" e é medida em bpi (bytes por polegada).
Por ex: 800, 1.600 ou 6.250 bpi.
Tipos de Fitas:
> Streamer - pequena, parecida com uma fita cassete
> DAT (Digital Audio Tape) - grande capacidade,
menor que uma fita cassete
> Fitas Cartucho - grande densidade: 30.000 bpi
> Rolo ou carretel
ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO
NAS FITAS
Organização Física das Informações
As informações nas fitas são
organizadas em 9 colunas (8 bits + 1 bit de paridade).
Obs.: Existiram também no passado, fitas de
7 colunas (6 bits + 1 bit de paridade), hoje obsoletas.
Organização Lógica das Informações
I = MARCA REFLETORA - são marcas refletoras
que indicam para a controladora o início e
o fim da fita..
***** = TAPE MARK - é uma marca magnética
de referência (não digital) inserida
pela controladora de fita para permitir separar blocos
afins (blocos que estão sendo gravados de uma
só vez).
GAP - é uma marca de fim de bloco. Um gap força
a unidade controladora a acelerar ou desacelerar a
gravação. Em conseqüência,
quanto maior o número de gaps, mais lento o
acesso. É a própria unidade controladora
quem produz os gaps.
BLOCO OU REGISTRO FÍSICO - é a unidade
de armazenamento / transferência de informação.
Os blocos são compostos de um ou mais registros
lógicos (RL) e mais alguns bytes de controle
inseridos pelo programa de controle, com dados necessários
à identificação e recuperação
do bloco. Os dados de controle (C) ocupam um espaço
muito pequeno, que pode ser considerado desprezível
em relação aos espaços ocupados
pelos registros lógicos. Assim, pode-se considerar
que o espaço ocupado por 1 bloco é aproximadamente
igual ao de 1 registro físico (RF).
FATOR DE BLOCO (FB) é definido como o número
de Fatores Lógicos contidos em um Registro
Físico.
Assim: 1 Bloco ~ 1 Registro Físico = n Registros
Lógicos e
FATOR DE BLOCO (FB) = Nº DE REGISTROS LÓGICOS
÷ 1 REGISTRO FÍSICO
Exemplos:
a) um arquivo com 10 registros lógicos por
registro físico terá Fator de Bloco
igual a 10; .
b) um arquivo com Fator de Bloco igual a 5 e contendo
15.000 registros lógicos terá 15.000
÷ 5 = 3.000 registros físicos ou 3.000
blocos e portanto terá 2.999 gaps (ou 3.000,
arredondando).
CONCLUSÃO: Se o arquivo do exemplo b), com
15.000 registros lógicos, tivesse FB=10 como
o do exemplo a), seriam apenas 1.500 registros físicos
= blocos = gaps em vez de 3.000 gaps, logo seria gasto
menos espaço com gaps e portanto menos espaço
seria ocupado na fita.
Obs.1: Quanto maior o fator de bloco, menor o número
de gaps. Desta forma, o espaço ocupado na fita
é reduzido e a velocidade de transferência
dos dados é aumentada (os gaps provocam desacelerações
na velocidade de transporte da fita).
Obs.2: Cada unidade de fita tem valores-limite para
o menor e o maior fator de bloco admissível,
estabelecidos (em projeto) pelo fabricante.
Outros
fazendo o download da apostila, você encontrará
mais dispositivos de entrada e saída.
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